OS 100 MELHORES POEMAS DO SÉCULO

  1. A Terra Desolada – de T.S.Eliot. Nascido nos EUA, Eliot se sentia culturalmente ligado à Europa , tendo morado em  Londres a maior parte de sua vida.Além de poeta, foi ensaísta e dramaturgo ,tendo recebido o Nobel em 1948.  No ano de 1922 publicou este poema-marco da literatura do século, em que constrói uma cerrada rede de referências à tradição literária  européia na descrição de um continente devastado por um processo de desagregação que vinha desde o Renascimento.

  1. Tabacaria – de Fernando Pessoa, sob o pseudônimo de Álvaro de Campos. O poeta português é autor da mais original criação poética deste século, a heteronímia, ou seja, a criação de múltiplas personalidades poéticas com vida pessoal e espiritual própria. Campos ,é, segundo Pessoa,um engenheiro formado em Glasgow(Inglaterra). Vivendo integralmente os conflitos da modernidade, é o mais inquieto  e exaltado dos heterônimos.

  1. O Cemitério Marinho – de Paul Valéry. Valéry foi grande ensaísta      e se via sobretudo como um homem devotado à inteligência. Daí viria sua relação tensa com a poesia que o tornaria um “poeta não poeta”, na expressão de Augusto de Campos. “Cemitério Marinho” é a prova cabal do acerto de um de seus aforismo, que diz que o poema é aquilo que não pode ser resumido.

  1. Velejando para Bizâncio – de Wlliam Butler Yeats. O poeta e autor teatral irlandês recebeu o Nobel de 1923. Da plena maturidade são seus poemas mais citados, como este “Velejando para Bizâncio”, no qual a velhice e a morte, confrontadas com a permanência da arte, se vêem transfiguradas num espaço mítico além da vida.

  1. Hugh Selwin Mauberley – de Ezra Pound. Este poema escrito em 1920é o trabalho longo de leitura mais fluente do autor,já que é em grande parte escrito em forma mais tradicional e tem um eixo narrativo claro,o dos descaminhos do poeta americano E.P.e de seu duplo britânico ,Mauberley, ameaçado de esterilidade artística.

  1. Pranto por Ignacio Sánches Mejias – de Federico Garcia Lorca. Lorca foi tanto o poeta popular do “Romanceiro Gitano” quanto aquele que se horrorizou, fascinado, diante da metrópole, em “ O Poeta em Nova York”,publicado postumamente em 1940. Foi assassinado aos 38 anos pelos franquistas no início da Guerra Civil Espanhola.

  1. Elegias de Duíno – de Rainer Maria Rilke. Nascido em Praga,levou uma vida aristocrática,patrocinado pela nobreza européia. As “Elegias de Duíno” emprestam seu nome do castelo próximo a Trieste onde começaram a ser compostas nos anos d 1910-1912. Só foram concluídas mais dez anos depois.

  1. À Espera dos Bárbaros – de Konstantinos Kaváfis.O mais importante poeta grego deste século nasceu em Alexandria, no Egito, e morou na Inglaterra. Em “À Espera dos Bárbaros”,poema ao mesmo tempo político e ontológico,aparece a figuração de um espaço em que nada se faz porque os bárbaros atacarão.

  1. Zona – de Guillaume Apollinaire.Poeta francês e patriota,apesar de nascido em Roma, tece uma biografia acidentada, que inclui participação voluntária como soldado na Primeira Guerra . Em “Zona”, Apollinaire elimina a pontuação e cria um ritmo nervoso, abole o eu e faz um canto de louvor à modernidade.

  1. Mensagem – de Fernando Pessoa. Pessoa,ele mesmo nasceu em Lisboa e passou seus anos de formação na África do Sul. Dos vários livrosprojetados e até efetivamente escritos por ele, “Mensagem” foi o único publicado em vida.

  1. A Canção de Amor de J. Aldred Prufrock –  de T.S.Eliot. Publicado pela primeira vez em 1915 numa revista literária de Chicago, abriria o primeiro livro de Eliot, de 1917.

OS 100

MELHORES POEMAS DO SÉCULO –

LISTA

  1. A Terra Desolada(T.S.Eliot)

  2. Tabacaria(Fernando Pessoa)

  3. O Cemitério Marinho (Paul Valéry)

  4. Velejando para Bizâncio (William Buttler Yeats)

  5. Hugh Selwin Mauberley (Ezra Pound)

  6. Pranto por Ignacio Sanchez Mejías (Federico García Lorca)

  7. Elegias de Duíno (Rainer Maria Rilke)

  8. À Espera dos Bárbaros (Konstantinos  Kaváfis)

  9. Zona (Guillaume Apollinaire)

  10. Mensagem (Fernando Pessoa)

  11. A Canção de Amor de J.Afred Prufrock (T.S.Eliot)

  12. Quatro Quartetos (T.S.Eliot)

  13. Cantos (Ezra Pound)

  14. Em Meu Ofício ou Arte Taciturna (Dylan Thomas)

  15. O Cão sem Plumas ( João Cabral de Melo Neto)

  16. Quarta-Feira de Cinzas (T.S.Eliot)

  17. Noite Insular, Jardins Invisíveis (Lezama Lima)

  18. Campo de Flores ( Carlos Drummond de Andrade)

  19. Blanco (Octavio Paz)

  20. Leda e o Cisne (William Butler Yates)

  21. Jubileu (Vladimir Maiakóvski)

  22. Orfeu, Eurídice, Hermes(Rainer Maria Rilke)

  23. Esboço de uma Serpente (Paul Valéry)

  24. Manhã (Giuseppe Ungaretti)

  25. Os Doze (Aleksander Blok)

  26. O Fogo de Cada Dia (Octavio Paz)

  27. Sutra do Girassol (Allen Ginsberg)

  28. Romanceiro Gitano (Federico García Lorca)

  29. Poema do Fim (Marina Tzvietáieva)

  30. Ode Marítima (Álvaro de Campos)

  31. A Pantera (Rainer Maria Rilke)

  32. As Jovens Parcas (Paul Valéry)

  33. A Torre (William Butler Yeats)

  34. Xenia (Eugenio Montale)

  35. 3ª Segunda Vinda (Willliam Butler Yeats)

  36. A Enguia (EugenioMontale)

  37. De Todas as Obras (Bertold Brecht)

  38. Cortejo (Guillaume Apollinaire)

  39. Stretto (Paul Celan)

  40. brilha (e.e. cummings)

  41. Trilce (Cesar Vallejo)

  42. Altazor (Vicente Huidobro)

  43. Fragmento (Miklos Radnoti)

  44. Dói Demais (Attila József)

  45. No Túmulo de Christian Rosencreutz (Fernando Pessoa)

  46. Ode Inacabada à Lama (Francis Ponge)

  47. O Torso Arcaico de Apolo (Rainer Maria Rilke)

  48. Os Passos Longínquos (Cesar Vallejo)

  49. El Hombre (William Carlos Williams)

  50. Meus Versos São de Chumbo(Jaroslav Seifert)

  51. A Máquina do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)

  52. A Ponte ( Hart Crane)

  53. Dia de Outono (R.M.Rilke)

  54. Treze Maneiras de Olhar para um Melro (Wallace Steves)

  55. Domingo de Manhã (Wallace Steves)

  56. Sonetos a Orfeu (R.M.Rilke)

  57. Vigília (Giuseppe Ungaretti)

  58. Perfil Grego (Iannis Ritsos)

  59. Poema dos Dons (Jorge Luis Borges)

  60. O Guardador de Rebanhos (Alberto Caeiro)

  61. nalgum lugar em que nunca estive e.e.cummings)

  62. Omeros (Derek Walcott)

  63. Degraus (Hermann Hesse)

  64. A Serguei Iessiênin (Vladimir Maiakóvski)

  65. O Duro Cerne da Beleza (William Carlos Williams)

  66. Sestina : Altaforte ( Ezra Pound)

  67. Argumentum ET Silentio (Paul Celan)

  68. Encantação pelo Riso (Vielimir Klebnikov)

  69. Anabase (Saint-Johs Perse)

  70. Voz a Ti Devida (Pedro Salinas)

  71. Réquiem (Ana Akhmátova)

  72. As Janelas (Apollinaie)

  73. A Ponte Mirabeau (Guillaume Apollinaire)

  74. Oxford (W.H.Auden)

  75. Em Memória de Yets (W.H.Auden)

  76. Briggflatts (Basil Bunting)

  77. No Centenário de Mondrian (João Cabral de Melo Neto)

  78. Serpente (D.H.Lawrence)

  79. Àporo (Carlos Drummond de Andrade)

  80. Dizer Tudo (Paul Éluard)

  81. Liberdade (Paul Éluard)

  82. Morte sem Fim (José Gorostiza)

  83. Romance Sonâmbulo (Federico G.Lorca)

  84. Pedra de Sol (Octavio Paz)

  85. Autopsicografia (F.Pessoa)

  86. Os Cisnes Selvagens de Coole (W.B.Yeats)

  87. Canção do Mal-Amado (G.Apollinaire)

  88. Sobre a Poesia Moderna (Wallace Stevens)

  89. Sobre o Pobre BB (Bertold Brecht)

  90. Tristia (Òssip Mandelstam)

  91. Miniatura Mediaeval (Wislawa Szymborsrka)

  92. Fuga sobre a Morte (P.Celan)

  93. Ode ao Rei do Harlem (F .G.Lorca)

  94. Dispersão (Mário de Sá- Carneiro)

  95. Os Peixes (Marianne Moore)

  96. Provérbios e Cantares (Antonio Machado)

  97. As Ratazanas(Georg Trakl)

  98. A Outra Tradição (John Ashberry)

  99. Acalanto (Elizabeth Bishop)

  100. Homem e Mulher Passam pelo Pavilhão de Cancerosos (Gottfried Benn)

Fonte : Suplemento “Mais “ da Folha de São de 02 de janeiro de 2000.

 

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