O nome ainda não é conhecido, mas certamente você já deu de cara com o ator Michael Fassbender por aí. O alemão, de 34 anos, contracenou com Rodrigo Santoro no épico “300” (2006) e foi o tenente alemão Archie Hicox em “Bastardos Inglórios”(2009), de Quentin Tarantino. Até o início do ano passado, seu personagem mais popular era o jovem Magneto de “X-Men : Primeira Classe” (2011).

No final de 2011, emplacou dois filmes de sucesso nos EUA, que fizeram seu nome entrar no radar dos grandes estúdios de cinema: “Um Método Perigoso”, de David Cronenberg (estreia em fevereiro), e “Shame” (estreia em 2 de março), do diretor e roteirista inglês Steve McQueen (homônimo do ator americano, estrela de “Papillon”, 1974, morto em 1980).

No primeiro, interpreta o psicanalista suíço Carl Jung (1875-1961), que, com seu mestre, o austríaco Sigmund Freud (1856-1939), tenta curar a dona de casa vivida por Keira Knightley e acaba se envolvendo com ela.

No segundo, vive Brandon Sullivan, um executivo viciado em sexo, papel que rendeu o prêmio Copa Volpi de melhor ator no Festival de Veneza e uma indicação ao Globo de Ouro (perdeu para George Clooney, que fez piada com o nu frontal de Michael no filme, no discurso de agradecimento).

“Faz parte da história do personagem”, diz o ator, tranquilo, na varanda de um quarto de hotel, durante o último festival de San Sebastián, na Espanha, em entrevista à Serafina.

Nos EUA, o fi lme foi proibido para menores de 17 anos, censura máxima para filmes no país, e causou polêmica por causa das cenas de sexo. “É um exagero. Algumas cenas não mostram nenhum prazer, os encontros sexuais do Brandon estão ali para revelar o que acontece dentro dele”, explica.

fonte da matéria : folha online