Dario, precocemente envelhecido pelo álcool, atravessa os dois últimos quarteirões que desaguam no centro da cidade para cumprir aquilo que denomina como sua “prescrição diária de tédio”, em outras palavras, o desconforto de refazer o mesmo percurso deixando para trás o cheiro de esgoto e a paisagem gasta do subúrbio – não que o centro da cidade não tenha seus odores desagradáveis também, mas pelo menos as pessoas fingem que não sentem ou cruzam por ele com sua pose de celulares e olhos encharcados de veleidades. Continue lendo