Tudo em vermelho…
E tudo se tornou vermelho. E ele pensava que a raiva se vestia de vermelho e tudo mais. 

“Cobiçava conhecer mais palavras para nomear o incômodo perpétuo instalado pela dor.”

“Neste livro, eu trabalho a questão da memória”, disse delicadamente o mineiro Bartolomeu Campos de Queirós, no lançamento de seu “Vermelho Amargo”, em abril do ano passado. “Na memória está o vivido e o sonhado. Portanto, toda memória é ficcional”.

Morto em 16 de janeiro de 2012, o celebrado autor de mais de 40 livros, muitos dos quais premiados e/ou traduzidos para outras línguas, deixa na memória o gosto inefável da poesia, da fabulação tecida com saudade difusa do mundo: “A fantasia é o que eu tenho de mais verdadeiro em minha vida. Fantasia vem do grego fântaso, e significa ‘fazer aparecer’.” Aos leitores que o acompanhavam e aos novos, que certamente surgirão, deixa também um manuscrito inédito, a ser publicado pela Cosac Naify.

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