“Coleman estava assassinando sua mãe. Assassinar o pai não é necessário. Isso o mundo faz por nós. Há muitas forças tentando pegar o pai. O mundo toma conta dele, como já fizera como sr. Silk. É a mãe que tem de ser assassinada, e era isso – Coleman percebeu – que ele estava fazendo, ele o menino que fora amado.

Assassinando a sua mãe em nome de sua inebriante ideia de liberdade! Teria sido muito mais fácil sem ela. Mas é só passando por esse teste que ele poderá tornar-se    o homem que optou ser, inexoravelmente separado do que lhe foi imposto quando nasceu, livre para lutar pela conquista da liberdade que todo ser humano deseja.

Para conseguir isso na vida,um destino alternativo, conforme as condições que ele determinara, Coleman tinha de fazer o que tinha de ser feito.”

Fragmento de  “Pastoral Americana” de Philip Roth