FILME A ESTRADA (THE ROAD)

A narrativa pós-apocalíptica é um dos subgêneros mais interessantes da ficção científica. Como o mundo tem já tem data marcada para acabar (dezembro de 2012) resolvemos listar algumas obras literárias que tratam direta ou indiretamente do assunto.

  • A ESTRADA –  terrível romance de Cormac McCarthy, se passa numa Terra fria e inóspita, devastada  provavelmente – o narrador não diz – por uma guerra intercontinental ou por um cataclismo cósmico. Boa parte da humanidade foi dizimada. Também não há lavouras nem aninais. Os poucos sobreviventes – muitos começaram a recorrer ao canibalismo – passam o tempo procurando comida e driblando os perseguidores. Os protagonistas desse comovente romance são um pai e um filho pequeno há meses na estrada, famintos, extenuados, tentando fugir do caos. Infelizmente ambos não tem sorte.

  • SÓ A TERRA PERMANECE – de 1949, a humanidade é exterminada por uma pandemia. Escrito por George Rippey Stewart, tem um tom mais luminoso e otimista. Como em um dos contos de Bradbury, o protagonista está isolado, bem distante de todos, quando as pessoas desapareceram. Mesmo que o drama do fim da civilização como a conhecemos  esteja presente o tempo todo, ao menos os poucos sobreviventes conseguem se reorganizar e dar início a um novo capítulo da história da humanidade.

  • EU SOU A LENDA – de 1954, de Richard  Matheson. É sombrio e pessimista. O último homem na Terra está imune à bactéria mortífera que transformou seus semelhantes em vampiro, consegue resistir por algum tempo  , mas é finalmente aniquilado. Fim do jogo para o Homo sapiens sapiens.

  • O ÚLTIMO HOMEM E A PRAGA ESCARLATE : o primeiro, romance de Mary Shelley, lançado em 1826; 0 segundo, romance de Jack London, lançado em 1912, foram os precursores das narrativas pós-apocalípticas fundadas numa pandemia.

  • BATIDAS NA PORTA – conto que faz parte do livro “Paradoxo Perdido” de Frederick Brown, de 1948. Essa narrativa irreverente sobre uma invasão alienígena e um zoológico interplanetário começa com o célebre microconto de suspense e horror:

O último homem na Terra estava sozinho na sala.

De repente ouviu baterem na porta.

TEXTO DE lUIZ BRAZ PARA O JORNAL "RASCUNHO"