TADZIO é a imagem de alguma coisa que eu procuro desesperadamente, sabendo que nunca, nunca, neste mundo, vou encontrar. A imagem de paixão do Aschenbach é igual à minha de 21 anos. Embora essas coisas bem antigas, possuem algum espírito, fascínio de coisa eterna.”

(Cazuza, a respeito do personagem Tadzio, do romance “Morte em Veneza”, de Thomas Mann e imortalizado no cinema por Visconti)

“Condenado pela beleza, cego num mundo de imagens, quero ver o que Tadzio viu ao apontar para o horizonte, e que nós, como Aschenbach, não conseguimos ver: se ainda houver tempo. Volto ao filme. Olho mais uma vez o rosto de Tadzio imobilizado no vídeo. Levanto da poltrona, desejo tocá-lo.Não consigo evitar as lágrimas.”

(Denilson Lopes em “O Homem que Amava Rapazes e Outros Ensaios”)

“Em uma Veneza maravilhosa e podre, um chefe de orquestra que envelhece se hospeda em um hotel luxuoso.

Tudo lhe é indiferente, menos a beleza de um jovem que, acompanhado por sua mãe(Silvana Mangano), também hospedada no hotel.

Uma epidemia vem tomando conta da cidade e os que ali ficam correm perigo de vida.

Apaixonado, o músico Von Aschenbach se recusa a abandonar Veneza, percorrendo suas ruas infectas e perseguindo seu irrealizado objeto de desejo.

Dirk Bogarde interpreta o papel de Von Aschenbach nesse filme que tem músicas de Gustav Mahler na trilha sonora. TADZIO é encarnado por Bjorn Andressen.”

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