A felicidade publicitária apresenta-se como mágica dos gadgets eletrônicos que se acionam com um toque, dos “amigos” virtuais que não passam de má ficção.

A felicidade publicitária está ao alcance dos dedos e não promete um depois.

Ilude que não há morte e com isso dispensa do futuro.

Resulta disso a massa de “desesperados” trafegando como zumbis nos shoppings e nas farmácias em busca de alento.

Tornou-se perigoso o emprego da palavra felicidade desde seu mau uso pelas publicações e pela propaganda.

Os que se negam a usá-la acreditam liberar os demais dos desvios das falsas necessidades, das bugigangas que se podem comprar em shoppings grã-finos ou em camelôs na beira da calçada, que, juntos, sustentam a indústria cultural da felicidade à qual foi reduzido o que, antes era o ideal ético de uma vida justa.

Fragmento de Texto de Marcia Tiburi, “Indústria Cultural da Felicidade” para a Revista Cult # 159

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