Em Campinas, a Escola Jovem LGBT oferece cursos de arte, já ensinou defesa pessoal e até o fim do ano quer formar drag queens.

E a despeito do título adotado, não se trata de uma escola regular, dirigida para o ensino da Matemática, História ou Língua Portuguesa. Dentro da casa de seis cômodos, cerca de 30 jovens LGBT(lésbicas, gays, bissexuais e trangêneros) participam gratuitamente de aulas de música, teatro e de produção de revistas, todas voltadas para o universo gay.

A idéia nasceu há dez anos, a partir de e-mails trocados pelo fundador, o jornalista Deco Ribeiro, com outros jovens que passavam pelas mesmas angústias que ele.Hoje com 39 anos, Deco conta que se descobriu homossexual no início da adolescência , aos 13.

Em 2009, o projeto de Deco para uma escola de artes voltada para jovens LGBT venceu um edital do Ministério da Cultura, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura. Único dos 350 candidatos a propor a criação de um centro de cultura voltado para a diversidade sexual e de gênero, o projeto passou a ser um dos Pontos de Cultura do Estado e a receber uma verba de 60 mil reais por ano.

Apesar do foco no mundo gay, héteros também são bem-vindos na escola.

Para o diretor da escola, o movimento LGBT passa por um período de transição.O primeiro momento, marcado pela busca da visibilidade e aceitação, já passou. Agora é hora do discurso, da sociedade saber o que os gays têm a dizer. Por outro lado, o aumento da visibilidade alimentaria reações dos setores mais conservadores.

 Fonte : Revista “Carta na Escola”/2011

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