• “‘A beleza é a verdade, a verdade e a beleza’ –é tudo/ O que sabeis na terra, e tudo o que deveis saber.” Talvez na voz de outro poeta, estes versos tão assertivos e solenes soassem como presunção.

  • Não na voz de Keats (1795-1821), entretanto, para quem este era o fundamento da vida (que durou apenas 24 anos) e que conseguiu atingir esta coincidência –entre Verdade e Beleza– em sua poesia.

  • Na aurora do romantismo inglês, “Verdade” e “Beleza”, em maiúsculas e no singular, ainda faziam sentido.

    • O vínculo idealista entre a ética (aqui representada pela “Verdade”) e a estética (a “Beleza”) tinha significação fundamental tanto para a filosofia como para a poesia.

    • Hoje estas mesmas palavras são, ao contrário, utilizadas somente em minúsculas e no plural. Temos verdades e belezas.

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