– Batman :Saia daqui Robin e pode levar sua tia velha junto (está se referindo ao Alfredo).

– Alfredo : Tia velha é a pu… quer dizer, acalme-se patrãozinho. Relaxe, os vizinhos estão ouvindo.

– Robin : Santa Decadência Alfredo, Isso sempre acontece nas noites de lua cheia. A bicha fica impossível, histérica. Vou cair fora desta droga de mansão.

– Alfredo: Patrão,não grite assim, todo mundo vai saber que você e o Batman são a mesma pessoa.

– Batman: E daí? Que importa? Sou assumido, entendeu?

– Robin (chorando) : Santa besteira.

– Batman: Senta onde querido?

– Robin: Santa surdez, não é senta, é Santa. Alfredo, faça ele se acalmar.

– Alfredo : patrão, deite aí na bat-cama.

– Batman(pulando, gritando…) : Mas eu não quero deitar. Eu quero ser a Gal(abraça a capa do disco) quero ser você perua-man.

– Robin : Santa Frustração Batman, para com isso. Olha, eu não vou mais embora, fique calmo, amor.

– Batman : Não! Está tudo acabado, tudo. Suma da minha frente bat-ingrato e leva esta bat-tia junto, suas horrorosas, nojentas. Vida ingrata. Quero morrer… morrer. Nunca mais serei o mesmo, chega de ser Batman. Cansei de andar por aí disfarçado de macho pelas ruas de Gothan, acabou, tudo, tudo.

– Robin (abraçando Batman): Santa Recaída. Vem pra cama, vem amor. Eu perdôo tudo. Deite aqui, assim.

– Alfredo: Vai com ele patrão. A sociedade jamais nos entenderá, é a vida.

_ Batman (chorando, sendo levado pra cama por Robin) : Maldito bat-Kane! Ele podia me transformar numa borboleta linda, toda azul e dourada.

– Robin (deitando  Batman na cama, fazendo carinhos em seus cabelos): Durma querido. Amanhã será outro dia. O He-man vem nos visitar.

– Alfredo : Durma patrão, boa noite.

– Batman : Vira o disco da Gal.

(Gal : “Amanhã será jamais!…”)

Robin vira o disco, apaga as luzes. Gal continua cantando solitária. A cena caba na manhã seguinte com o Coringa invadindo o quarto da mansão, surpreendendo o bat-casal em sua intimidade.

The End

 Texto de João Renato Scóz

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