Batman, Robin e Alfredo, digo, Alfred

– Robin : Pode ficar com tudo. Vou embora desta mansão sombria e escura.

– Batman (berrando): Ah é? Ah é? Tá boa santa! Você não vai ver bat-lágrimas nos meus olhos, não mesmo. Estou cansada de você, do Comissário Gordon, de ser combatente, de tudo. Some daqui, seu ingrato.

– Robin : Santa Sacanagem, eu jamais esperava isso de você.

(Gal : ” …Desta vez doeu demaaaaaisss…)

– Batman: E pára de falar santa toda hora, odeio ser Santa. O-D-E-I-O. Sou uma mulher do povo, oh que vida, uma mulher jovem ainda.

– Robin: Santa Viadagem, mulher?

– Batman (urrando): É, mulher, mulher morcego.

– Robin (gritando) : Santíssima Bicha! Agora é demais, vou embora.

– Batman(berrando): Vai, o que está esperando? Some da minha vida boy-prodígio, não vai me fazer falta. Garotos como você acho às dúzias no Morcegay.

– Robin : Santa Nojeira, Batman, você frequentando o Morcegay? Que decadência!(Entra Alfredo, o mordomo de Batman)

– Alfredo : Por favor rapazes, parem com essa gritaria, toda vizinhança vão pensar o quê?

– Batman (furioso) : Olha a audácia dela. Oras, conheço você desde os tempos que colecionava posters do Super-Man. não vem com este papo moralista pra cima de mim não, sua velha solteirona. Conheço seu passado, sei que ia vestido de mulher-gato no Gala-Gay, sua… sua recalcada.

– Alfredo : Patrão, por favor, fale mais baixo.

– Robin: Santa Raiva, Batman…

– Batman : Sai daqui Robin e pode levar sua tia velha junto.

A seguir : parte final deste Bat-Barraco na madrugada da mansão Wayne.

Texto de João Renato Scóz

Anúncios