– Robin : Vou voltar para casa da mamãe e não adianta me buscar ,nem mandar flores, agora chega!

– Batman (fala olhando no espelho) : Esses garotos prodígios… Não te esqueças que te ensinei tudo bofete, tudo, e agora vem com ofensas, não é? Que injustiça. Oh destino cruel e insano, oh vida bandida e ingrata. Eu nunca deveria ter virado homem morcego. Olhe bem para mim: não pareço um guarda-chuva velho? E ainda tenho que suportar criança me enchendo o saco. Queria viver, viver, ouviu? Ser a mulher maravilha, tá legal?

– Robin : Santa Frescura Batman, mulher maravilha? Você tem é que ser forte, durão.

– Batman (puxando os cabelos):  Mas não quero, não quero. Esse corpo só quer ser acariciado. Porque não virei uma borboleta? Uma esbelta butterfly-man, toda colorida, alegre, delicada. Eu to morta. Pode sumir daqui se quiser, sei quando sou rejeitada.

– Robin: Santa Desilusão Batman. É assim que você me trata? Depois de tudo o que fiz por você, seu morcegão bofe! Vou embora mesmo. Pode ficar com esta droga de bat-anel que ganhei no ano passado, com este vibrador de três velocidades, que aliás quase me matou eletrocutado, e pode ficar com esse horroroso bat-baby-doll e pode ficar com este morcego pelúcia que te dei no nosso noivado. Pode ficar com tudo. Vou embora desta mansão sombria e escura.

To be continued…

Texto de João Renato Scóz

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