Eu,pecador,titubeante e sujo,

andarilho de bares e bacantes,

olhar soturno de um replicante,

confuso dentro do destino mudo.

Impôs-me a sorte de um caminho avaro,

persigo em riste a glória que bafejo,

reproduzindo o luto do desejo,

dilacerado deste amor macabro.

Coberto em musgo a lira que dedilho,

subordinado,atrevido e instável,

buscando inútil o perdão amável,

o altar da dor a que me fez castigo.

Eu,pecador, de tudo me embriago.

TOM

Anúncios