Eu lia sábado passado nos
bosques fora de Santa Cruz
e tinha quase terminado 3/4
quando ouvi um grito longo e alto
e uma jovem garota
bem atraente veio correndo para mim
longo vestido & divinos olhos de fogo
e ela saltou sobre o palco
e gritou: “EU QUERO VOCÊ!
EU QUERO VOCÊ! ME PEGA! ME
PEGA!”

Eu disse a ela, “olha, dá o fora
de perto de mim”.
mas ela continuou se agarrando na minha
roupa e se jogando em mim.
“onde você estava,” eu
perguntei a ela, “quando eu vivia
com uma barra de doce por dia e
mandava contos para o
Atlantic Monthly?”

ela agarrou minhas bolas e quase
arrancou elas fora. seus beijos
tinham gosto de sopa de merda.
2 mulheres subiram no palco e
carregaram ela para fora
nos bosques.

Eu ainda conseguia ouvir seus gritos
quando comecei o próximo poema.
talvez, eu pensei, eu devia tê-la
pego no palco na frente
de todos aqueles olhos.
mas nunca se pode saber com certeza
se é poesia boa ou
ácido ruim.

 “Minha Groupie”,poema de Charles Bukowski traduzido por Tomaz Amorim Izabel

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