Como segurar minha alma para que

ela não vibre na sua?

Como posso
elevá-la sobre você até outras coisas?

Ah, gostaria tanto de abrigá-la em algo
esquecido na escuridão, em algum lugar
silencioso e estranho, que não ressoa
quando soam suas profundezas.

Mas tudo que nos toca, a você e a mim,
nos toma juntos como um arco de violino
que de duas cordas tira uma só voz.

Sobre qual instrumento nos estendemos?

E que instrumentista nos tem na mão?

Ó, doce canção.

“Liebeslied”(Canção de Amor), poema de Raine Maria Rilke, traduçãode Tomaz Amorim Izabel

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