O tronco nu

contorce e grita

na flora oblíqua.

O ar respira

a dúbia aragem

na carne escura

a dor que surde

Aqui agora

tanos olhares

presos no lírio

do pelourinho

Látego e nádega

um corpo cego

emparedado

na própria história

Ecoa vivo

o meio-dia

o ouro falso

da vida falsa

Fezes e mijo

suor e sangue

carne tão nossa

(Poema de “O metro nenhum” de Francisco Alvim)

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