O homossexual não deve ser uma pessoa alienada, pois mais do que ninguém ele sofre humilhação por ser diferente.

Quantas vezes não vi, quando mesmo não participei, de joguinhos que se destinavam a desmoralizar com a masculinidade dos coleguinhas que quando crianças já demonstravam  tendências à homossexualidade? Inúmeras.

Uma das maneiras de se combater este tipo de ação, que é uma consequência cultural, é manifestar-se politicamente exigindo respeito de igualdade e tratamento, é não ser cúmplice calado daqueles que agem com preconceito, ainda mais os que ocupam posições públicas, pois tais atitudes servem como espelho para os demais.

Isto é o mínimo que uma pessoa mentalmente sã pode fazer por si mesma, o que não significa que esta pessoa, por causa disto, se torne militante de coisa alguma.

Ninguém gosta de ouvir inverdades sobre si. Como alguém pode falar que um homossexual é isso e é aquilo sem ser um?Eu não me atrevo. E se falarem coisas de mim que eu acredito serem ofensivas, cerro os punhos e parto para o combate. Nunca ninguém falou que eu sou militante de mim mesmo, isto soaria ridículo.

Proponho que as bichas não deixem a peteca cair, que não sejam passivas a qualquer movimento de retroação da sociedade quanto aos seus direitos.

Sugiro que comprem um caderninho e uma caneta e sigam anotando o nome de todo tipo de políticos e pessoas que atentem contra o seu orgulho de serem homossexuais. Na grande hora da verdade, quando forem votar para vereador, deputado ou presidente, tirem o caderninho da eestante e confiram o tipo de candidato que vocês pretendem.

ÁLVARO PASTORE

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