I

Amo tua boca devastada por fumaças diabólicas,

o lento estender-se,volatidade azul,

teus cometas me espezinhando numa tarde,

aquela, aquela mesmo que se aproxima da noite sempre veloz,

nossas putarias faladas sem o som dos suicídios,

signatura rerum de todas as coisas, meu amor:

as odes rebeldes de um Homero jovem e bêbado,

de um Jorge Luis que bem enxerga na tua flor

os prados fendidos de Afrodite(Empédocles, fr.66),

vermelha de ferrugem,lisa á maneira de liso peixe,

e ele piscaria um olho obsceno e a beijaria,

destronando assim Todos os Satãs.”

(Fragmento do poema “Sarabanda” de Andityas Soares de Moura,poeta e tradutor, autor de Auroras consurgem)

 

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