“Triste ver que Amy fez o que todo mundo esperava. E que muita gente mundo afora deve estar intimamente satisfeito com a sua morte. “Drogada tem que morrer!”, gritam os moralistas. “Onde o mundo vai parar com jovens como esses?”. Como se cada um dos seus “julgadores” não tivessem na família, ou no círculo de amigos, algum viciado em drogas. Existe alguém que não conheça um alcoólatra? Mas não, Amy era o purgatório de toda loucura humana.

E seu destino, traçado aos 27 anos, só faz com que os falsos moralistas, que vão comentar a sua morte bebendo no bar, ganhem força. Afinal. “ela era louca, desestruturada, um mau exemplo”. E os urubus que a perseguiram não vão parar de segui-la por muito tempo. Triste e perverso.”

Nina Lemos, colunista da Folha de São Paulo, no texto 

 Amy Winehouse, a cabra marcada para morrer

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