Vejo-te chegar dentro da noite, eu esperando-te como convém a todo ser humilde apaixonado.

Espero-te sempre.

Espero-te fugazmente em palavras não pronunciadas.

No chuveiro banhas o corpo para livrar-se do cheiro de motel, mas os odores transpiram.

Abro mais uma cerveja e busco compensar a ínfima alegria.

Como sois belo em tua sordidez de ser humano que trai!

Teu corpo fresco não disfarça o frisson do sexo recém feito.

Acolhe-me em teus braços enquanto o choro se confunde com os respingos do teu peito ainda úmido.

TOM

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