Eu sou o seu cauchemar,

O seu pesadilla,

O seu Alptraum, o seu íncubo.

Eu sou a opressão mórbida da noite.

Sou o medo atrás do seu mamilo esquerdo.

Seu sou o escuro desconhecido.

Eu sou o pai do que é maneiro

E o rei do jazz

E o cara sentado na varanda

Fumando um baseado

Que ferra com a vizinhança,

Produz gângsteres

E faz seu pinto sentir-se pequeno.

Sou a mais negra África,

Cortante a lamacenta.

Eu sou o rei do Egito.

O vovô de todos os pretos da areia.

O senhor deles e de todos

Os outros que existirem.

Eu sou o exército islâmico.

Sou a célula deformada,

O coelhinho da floresta

Que tem vigiado sua gota.

Eu sou o curandeiro,

A pá cavando o seu túmulo.

O fantasma que aparece na sua noite.

(Do filme “Sublime”, de Tony Krantz)

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