Acompanhava o falecimento de rosas cujas pétalas despencavam apavoradas.

Davam-na por louca, a pobre Glória, estendida no parapeito voltado para a rua  donde desceria o cortejo.

Glória-fúnebre, Glória-triste,Glória rasgando a grinalda e picotando as laranjeiras.

O mundo tornou-se um velório provocado pelo noivo fujão, noivo sem piedade que sequer consumara(como convém a todo noivo animado) a virgindade.

Agora acompanha a queda da última pétala para em seguida depositar no vaso novas flores ,onde cruelmente não há água – o vaso  seco, posto no rumo do sol feito seu corpo estanque aguardando um retorno inexistente e irremediável.

Tom

 

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