MORTE DE ERNEST HEMINGWAY COMPLETA 50 ANOS

Meio século se completa  desde que o escritor Ernest Hemingway apertou o gatilho de sua pistola e pôs um trágico fim a uma trajetória de vida na qual se consagrou como “modelo de escritor moral”, ao relatar os horrores e paixões provocados pela guerra.

“Nenhum homem é uma ilha isolada : cada homem  é uma partícula do continente, uma parte da Terra… A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. Por isso, não perguntes por quem os sinos dobram: eles dobram por ti.”

(John Donne, na epígrafe do livro Por quem os sinos dobram , de Ernest Hemingway)

Autor de cinco romances e mais de 50 relatos, Hemingway cultivou uma imagem de viajante e aventureiro infatigável, com prolongadas viagens a França, Itália, Espanha, Cuba e África durante seus 61 anos de vida, nos quais testemunhou as duas guerras mundiais.

“Todos os bons livros têm algo em comum, são mais verdadeiros que se as coisas tivessem realmente ocorrido”, era uma de suas frases mais repetidas ao ser questionado sobre a veracidade de seus escritos.

Mulherengo, boêmio e nômade, encarnava a lenda do escritor errante na busca de histórias para sua máquina de escrever, que datilografava sempre de pé.

“Sempre faça sóbrio o que você disse que faria bêbado. Isso lhe ensinará a manter a boca fechada”, era outro de seus irônicos lemas.

Esteve a ponto de morrer após sofrer acidentes aéreos, que o deixam seriamente ferido e o impediram de viajar a Estocolmo para receber em 1954 o Prêmio Nobel de Literatura.

Após Mark Twain e Jack London, Hemingway é o escritor americano mais traduzido a outros idiomas.

Em 1960, abandonou definitivamente Cuba, com a saúde debilitada, Hemingway ficou recluso em sua residência de Ketchum, no estado americano de Idaho. Um ano e meio depois, com três romances ainda pendentes, Hemingway cometeu suicídio.

 

 

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