“… Mas quando nada subsiste de um passado antigo,

depois da morte dos seres,

depois da destruição das coisas, sozinhas,

mais frágeis,

o aroma e o sabor permanecem ainda por muito tempo,

como almas,

chamando-se,

ouvindo,

esperando,

sobre as ruínas de tudo o mais,

levando som sem se submeterem,

sobre suas gotículas quase impalpáveis,

o imenso edifício das recordações.”

 

{Marcel Proust}

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