Estou perdido neste motel no fim do mundo.

Vejo um clarão vermelho e sobre a mesa uma toalha gasta.

Lá embaixo a cidade imperfeita de contornos.

Não há serviço de quarto, só uma mulher velha e robusta perguntando meu sobrenome: ”Conheço mais de mil Josés”.

Sei que carregamos a sina do lugar-comum e somos tão triviais quanto este banho morno e meu corpo sem capricho.

Este motel barato, esta cidade esquecida por Deus é cenário perfeito para suicidas, todavia, guardo dentro de mim um silêncio inviolável e pouca aptidão para a morte.

Tom

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