Uma denúncia realizada por uma amante vingativa, de que Lorde Byron (1788-1824) teria feito sexo com a própria irmã e com homens, mudou a vida do escritor inglês.

Os boatos tomaram conta da imprensa e a sociedade inglesa condenou o artista ao ostracismo. Naquela época, o homossexualismo era considerado crime e poderia até ser punido com pena de morte.

Mesmo em um exílio “voluntário”, o poeta inglês continuou a sofrer perseguição. “A humilhação de Byron nas mãos da sociedade inglesa e da imprensa londrina não terminou com sua partida da Inglaterra. Em genebra, turistas ingleses alugavam telescópios para espiá-lo do outro lado do lago, na casa em que estava morando. Em Roma, quando estava observando o teto da Basílica de São Pedro, encontrou uma velha conhecida, Lady Liddell, e ficou chocado ao ouvi-la mandar a filha desviar os olhos enquanto ele passava, dizendo: ‘Não olhe para ele, é perigoso’.”

O tratamento que recebeu de seu povo abalou a saúde física e psicológica do poeta, morto prematuramente aos 36 anos. No entanto, enquanto viveu, o escritor amou homens e mulheres com liberdade, como mostram os vários trechos de seus poemas .

Após a morte de Byron, a Inglaterra se deu conta que havia perdido um dos maiores artistas de sua língua.

Fonte : “Heróis e Exílios : Ícones Gays através dos Tempos”, de Tom Ambroise

 

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