Não quero marcas digitais nos copos

ou sombras desabando sobre espelhos.

 

Não quero tapetes desonrados

pelas máculas do tempo.

Retirem dessas boca

bottons emergentes.

Poupem-me das sinfonias baratas de Tvs a cabo.

Se pretendem idealizar um novo Frankenstein

que seja irrepreensível.

Como causa dissabor

o evidente sorriso de Mona Lisa!

Gelo demais nessa cerveja,

ereção antes da hora,

corte inacabado de bisturi,

gozo imprevisto,

meia-voz,

meio termo,

barbitúricos que falham

após o quarto drinque!

Ah, o indiscreto charme,

a luz inadequada!

Aguardemos o momento

da suprema mutação

farto que estamos da epidemia

denominada

destino!

 

TOM

 

 

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