“Não somos homens”, ele disse. “Nem mesmo mulheres. Somos um meio-termo, uma confusão, uma disparidade. Somos entendidos, mas entendidos em quê ou para quê ou quem?

A quem interessa esses contrastes, esse duplo, este feminino oculto que por vezes exorbita em momentos imprevisíveis e imperdoáveis?”

Estávamos num sábado, deste de solidão, sem companhia, a mesa chafurdada de círculos úmidos de cerveja. Três rapazes. Até que outro, um quarto, adentrou belo, forte,estupendo!

Um que assistia a tudo atentamente curvou-se para o dono do desabafo, dizendo: “É por ele que somos entendidos. É ele quem justifica tudo!”

TOM

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