Incapazes de definir as nuances dos sentimentos,homens noivos ou casados conduzem anos a fio uma dupla vida com seus casos e/ou namorados.

Perdidos nos labirintos do desejo, debatem-se entre lágrimas lençóis e travesseiros.Esperneiam numa prisão feita de perfumes e espermas.

Existe o outro lado da cama, urdido por  gemidos de prazer,desespero e dor.

Os casados e noivos (e mesmo solteiros convictos) no armário temem e desejam ser descobertos ou punidos.

Este amor de fronhas e fodas, viagens e clandestinidade é mais comum do que imaginamos guardiães da honra.

Alianças se perdem em hidrromassagens de motéis; votos de felicidade se diluem entre beijos  e vapores.

Amantes no meio da tarde, maridos à noite – não necessariamente nesta ordem – sucumbem aos eflúvios de loções após-barba, musculação e uma série de clichês e déja-vus.

Este amor de inquietos pormenores, secretos códigos e telefonemas noturnos se repetirá ad infinitum para desespero e espanto dos detentores da ordem e bom costume.

Tom

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