“Tenho um livro comigo,

Não é um livro,

Mas depois ficou só um pedaço de livro,

Depois só uma folha

E agora só um farrapo de folha,

Nesse farrapo de folha eu leio

Todos os dias uma coisa assim:

“Tem piedade, Satã,

Desta longa miséria.”

Só isso.

Fico repetindo:

Tempiedadesatãdestalongamiséria tempo, tempo.

Aí sinto essa coisa que ainda não esqueci e que se chama desespero”.

Charles Baudelaire, Litanias de Satã

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