Além do glamour e das vontades hedonistas

existe um gay que habita a outra margem do rio.

Não frequenta as boates fashionistas

ou ostenta i-pods , tablets e celulares top.

Não têm grana para os desfiles de moda,

para as revistas citadas nos blogs.

Repare em seus rostos,

seus trejeitos,

sua maquiagem marcada

pelo percurso do desejo.

Em seu histórico de vida,

um rosário de espancamentos

e humilhações.

Existe um gay na “terceira margem do rio”,

um garoto siliconizado para ser aceito,

ostentando uma peruca adquirida a duras penas,

um peito torto,

um quadril esquálido,

um sexo atrofiado.

Além do glamour,

habita um gay na periferia,

no presídio,

na marquise

e longe das estatísticas dos assassinados.

Tom

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