A ideia de gueto gay no Brasil  parece encontrar resistência na própria comunidade homossexual. Para muitos ela é considerada pejorativa.

 Ao rastrear os sentidos atribuídos ao termo gueto entre os integrantes do segmento, a identificamos o esvaziamento . Gueto, pode significar periferia, lugar escondido, discriminação, tribos urbanas, minorias que frequentam um lugar específico, espaços que rotulam pessoas, favela habitada por negros e local segregado, mas de proteção a um grupo.

 Para driblar o preconceito, muitos gays do interior ainda se mudam para o Rio de Janeiro e São Paulo Aos poucos, Belo Horizonte também foi se abrindo para diversos grupos homossexuais.

 Encontramos barbies, poc-pocs, finas, indies, colocadas, modernos e emos num emaranhado de relações que envolvem gostos musicais, estilos de se vestir, boates preferidas, entre outras características.

 A demarcação de um território para diversão não expressa, evidentemente, toda a experiência desses grupos com o uso diferenciado do espaço urbano. Associados a yuppies, intelectuais e artistas identificados com o modo urbano de vida, os gays protagonizaram, nos anos 80, um processo singular nas metrópoles norte-americanas: a gentrificação de áreas centrais urbanas degradadas.

 Se nos bairros abastados a violência contra os homos é sobretudo psicológica , já nos bairros populares a violência é , sobretudo, física (espancamentos, violes, mutilações … Segundo o autor, nas zonas rurais não existem agressões. Os homossexuais são postos de lado.

 Fonte : Revista Diversa – Revista da Universidade Federal de Minas Gerais

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