OS100 MELHORES CONTOS BRASILEIROS

De 1900 aos Anos 30

Memórias de ferro, desejos de tarlatana

1)   Pai contra mãe – Machado de Assis

2)   O bebê de tarlatana rosa – João do Rio

3)   A nova Califórnia – Lima Barreto

4)   Dentro da noite – João do Rio

5)   A caolha – Júlia Lopes de Almeida

6)   O homem que sabia javanês – Lima Barreto

7)   Pilades e Orestes – Machado de Assis

8)   Contrabandista – João Simões Lopes Neto]

9)   Negrinha – Monteiro Lobato

10)               Galinha Cega – João Alphonsus

11)               Gaetaninho – Alcântara Machado

12)               Baleia – Graciliano Ramos

13)               Uma Senhora – Marques Rebelo

Anos 49/50

Modernos, maduros, líricos

Em torno da primeira metade do século, nossos escritores estão mais maduros. Escrevem numa língua que também amadureceu, está mais uniforme e representativa daquela usada no cotidiano pelos brasileiros educados, de qualquer lugar do país. O passado rural começa a desaparecer efetivamente, tornando-se objeto mais de nostalgia do que de rejeição. As relações afetivas passam a constituir a verdadeira utopia do brasileiro, e também exibem seu lado difícil. Descompassos na família. Saudades. Lirismos. Na época da consagração definitiva do movimento modernista, predominam na literatura o romance, a crônica e a poesia, mas a amostra apresentada nesta seção revela que alguns dos mais belos clássicos do conto brasileiro moderno foram publicados nesse período.

(Ítalo Moriconi).

14)               Viagem aos seios de Duília – Aníbal Machado

15)               O peru de Natal – Mário de Andrade

16)               Nhola dos Anjos e a cheia de Corumbá – Bernardo Soares

17)               Presépio – Carlos Drummond de Andrade

18)               O Vitral – Osman Lins

19)               Um cinturão – Graciliano Ramos

20)               O pirotécnico Zacarias – Murilo Rubião

21)               Gringuinho – Samuel Rawet

22)               O afogado – Rubem Braga

23)               Tangerine-Girl –Rachel de Queiroz

24)               Nossa amiga – Carlos Drummond de Andrade

25)               Um abraço de mulher – Rubem Braga

26)               As mãos de meu filho – Érico Veríssimo

27)               A moralista – Dinah Silveira de Queiroz

28)               Entre Irmãos – José J. Veiga

29)               A partida – Osman Lins

Anos 60

Conflitos e Desenredos

Se o clima dos anos 60 foi de revolução em todos os quadrantes do mundo e dimensões de vida, devemos incluir aí a tremenda explosão de qualidade no campo da ficção curta brasileira. São desta década algumas das realizações máximas no gênero em nosso país. Contos de Clarice Lispector e Rubem Fonseca, por exemplo, legam modelos narrativos que vão influenciar todas as gerações seguintes de escritores. Os contos dos anos 60 falam de nossa contemporaneidade, quase sempre urbana, agitada por conflitos psicológicos e sociais. Desenredam-se laços, tradições. Homens e mulheres se dilaceram em conflitos de identidade. Não há mais lugar para a inocência, o lirismo puro. Ficamos mais adultos. Os leitores inclusive. Querem mais narrativas que traduzam com força dramática e riqueza metafórica as cruezas do real. A literatura brasileira nunca mais será a mesma depois do vendaval dos 60.

(Ítalo Moriconi)

30)               A força humana – Rubem Fonseca

31)               Amor – Clarice Lispector

32)               Gato gato gato – Otto Lara Resende

33)               As cores – Orígenes Lessa

34)               A máquina extraviada – José J. Veiga

35)               O moço do saxofone – Lygia Fagundes Telles

36)               Feliz aniversário – Clarice Lispector

37)               O homem nu – Fernando Sabino

38)               O vampiro de Curitiba – Dalton Trevisan

39)               A mulher do vizinho – Fernando Sabino

40)               Uma galinha – Clarice Lispector

41)               Menina – Ivan Ângelo

42)               A caçada – Lygia Fagundes Telles

43)               O burguês e o crime – Carlos Heitor Cony

44)               Uma vela para Dario – Dalton Trevisan

Anos 70

Violência e paixão

Os anos 70 marcam um momento de apogeu do conto no Brasil, depois do salto de qualidade na década anterior. Intensificam-se ímpetos revolucionários e dilaceramentos pessoais, agora num contexto de violência política e social até então inédito no país. O conto confirma-se como instrumento adequado para expressar artisticamente o ritmo nervoso e convulsivo desta década passional. Entra na moda um novo e carinhoso retrato de escritor, o “contista mineiro”, descendente legítimo das gerações de Carlos Drummond, Fernando Sabino e Otto Lara Resende. Diante do consumismo e da internacionalização em que mergulha a classe média, a arte do conto busca trazer à tona o outro lado – o lado violento e obscuro da realidade. O contista brasileiro dos anos 70 quer desafinar o coro dos contentes. (Ítalo Moriconi)

45)               Passeio noturno – Rubem Fonseca

46)               A morte de D.J em Paris – Roberto Drummond

47)               Aí pelas três da tarde – Raduan Nassar

48)               Felcidade Clandestina – Clarice Lispector

49)               O elo perdido – Otto Lara Resende

50)               A estrutura da bolha de sabão – Lygia Fagundes Telles

51)               O peixe de ouro – Haroldo Maranhão

52)               Gestalt –Hilda Hilst

53)               Feliz ano novo – Rubem Fonseca

54)               Correspondência completa – Ana Cristina César

55)               Fazendo a barba – Luiz Vilela

56)               Sem enfeite nenhum – Adélia Prado

57)               A balada do falso messias – Moacyr Scliar

58)               La Suzanita – Eric Nepomuceno

59)               Porque Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon – José Cândido de carvalho

60)               A maior ponte do mundo – Domingos Pellegrini

61)               A crítica da razão pura – Wander Piroli

62)               A porca- Tânia Jamardo Faillace

63)               O arquivo – Victor Giudice

64)               Guardador – João Antônio

Anos 80

Roteiros do Corpo

 Forças liberadas desde os anos 60 encontram aqui seu momento paradoxal de clímax e crise. A geração que fez a revolução sexual agora coloca no papel suas histórias. Explode o erotismo feminino. As grandes metrópoles fornecem cenários para as aventuras do corpo. As trocas sociais, no contexto totalmente urbanizado e erotizado, são roteirizadas pela cultura da mídia, cuja língua internacional é o inglês. Emerge a problemática homossexual. Mas a década que começou eufórica termina cética e deprimida por causa da Aids e da crise dos ideais coletivistas. Sensações de fracasso e vazio parecem anunciar um fim de século melancólico.

(Ítalo Moriconi)

65)               O vampiro da Alameda Casablanca – Márcia Denser

66)               Um discurso sobre o método – Sérgio Sant’Anna

67)               Alguma coisa urgentemente – João Gilberto Noll

68)               Idolatria – Sérgio Faraco

69)               Hell’s Angels – Márcia Denser

70)               Bar – Ivan Ângelo

71)               Aqueles dois – Caio Fernando Abreu

72)               Intimidades – Edla Van Steen

73)               I Love my husband – Nélida Piñon

74)               Toda Lana Turner tem seu Johnny Stompanato – Sonia Coutinho

75)               King Kong X Mona Lisa – Olga Savary

76)               Flor de cerrado – Maria Amélia Melho

77)               Obscenidades para uma dona-de-casa – Ignácio de Loyola Brandão

78)               O santo que não acreditava em deus – João Ubaldo Ribeiro

79)               O japonês de olhos redondos – Zulmira Ribeiro Tavares

80)               Vadico – Edilberto Coutinho

81)               Linda, uma história horrível – Caio Fernando Abreu

82)               Os mínimos carapinas do nada – Autran Dourado

83)               Conto (não conto) – Sérgio Sant’Anna

Anos 90

Estranhos e intrusos

84)               A confraria  das espadas – Rubem Fonseca

85)               Estranhos – Sérgio Sant’Anna

86)               Nos olhos do intruso – Rubens Figueiredo

87)               O anti-Natal de 1951 – Carlos Sussekind

88)               Olho – Myriam Campello

89)               Zap – Moacyr Scliar

90)               Days of wine and roses(Dias de vinho e rosas)- Silviano Santiago

91)               A nova dimensão do escritor Jeffrey Curtain- Marina Colasanti

92)               Jardins Suspensos – Antonio Carlos Viana

93)               O misterioso homem-macaco – Valência Xavier

94)               Dois corpos que caem – João Silvério Trevisan

95)               Conto de verão nº2 : Bandeira Branca – Luis Fernando Veríssimo

96)               Por um pé de feijão – Antônio Torres

97)               Viver outra vez – Márcio Barbosa

98)               Estão apenas ensaiando – Bernardo Carvalho

99)               O importado vermelho de Noé – André Sant’Anna

100)           15 cenas do descobrimento de Brasis – Fernando Bonassi